segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ESVAZIAR-SE


Na contra-mão das palavras
ouvidas no tempo,
do vento das letras
em páginas - amareladas -
da vida, percebo 
enfim
o que é a Morte

E me apaixono inteiramente

pelo seu ato de desapego,
de livrar-se 
de qualquer 
dor
de qualquer 
desamor,
de qualquer
amargor

Lançar-se plenamente

no vazio 
do in-sentimento
e esvaziar-se
da água - suja -
da vida.

3 comentários:

  1. Belo poema, pois desapegar-se é o que pega, tem gente que consegue e também admiro quem o faça acontecer.
    Abraços e adorei passar por aqui!

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  2. Pois é, né? kkkk Desapegar é o caminho... Mas, muitos não querem , pensam que levará tudo dentro do caixão! kkkkkk

    Porém, lançar-se no vazio do não sentimento no meio da água suja pode-se a fogar né não? Nem que seja em mágoas, repare... kkkk

    Porreta!

    O Sibarita

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  3. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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