terça-feira, 14 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O sonho de Toninho
Antônio
Lima da Silva, o Toninho, tinha o sonho de todo o menino pobre ou rico, ser
jogador de futebol.
O
maior divertimento de Toninho era ir ao estádio do clube de sua cidade natal, o
Esportivo Atlético Capinzinho, o seu time preferido, para ver o treinamento dos
seus ídolos através do alambrado.
Sua
família, de origem muito pobre, não tinha dinheiro para pagar as entradas dos
jogos. Logo, os treinos era o mais próximo de uma partida de futebol
profissional que ele conseguia chegar.
Nos
dias de jogos, ele ouvia as transmissões por um radinho velho, única herança
deixada pelo seu falecido pai. Não perdia um só comentário e procurava ler as
notícias nos jornais da barbearia onde fazia bico de engraxate. Todo o dinheiro
que ganhava destinava a sua mãe para ajudá-la nas despesas da casa. Ela
trabalhava de empregada doméstica e lavava roupas para fora nas horas de folga.
Toninho
participou de todos os campeonatos do Grupo Escolar Capinzinho, onde estudava.
O time que com ele contava levava nítida vantagem nos campos de areião com
goleiras feitas com madeira de demolição.
A
equipe profissional de Capinzinho não era um time de ponta e nunca havia
chegado a uma final de campeonato. Toninho nunca ligou para isto e ao contrário
de seus amigos, que torciam para times da capital, se mantinha fiel ao seu
clube do coração.
No
ano em que Toninho completou 12 anos, o seu time se superou e conseguiu chegar
a final.
Por
sorteio, o segundo jogo da decisão foi em Capinzinho, e com isto a cidade ficou
em festa.
Para
alegrar o coração dos meninos do colégio municipal aconteceu um problema com o
contrato dos gandulas. Assim, o presidente da federação resolveu inovar e
convidou os alunos do Grupo Escolar para "gandular" o jogo.
Toninho
se encheu de esperança. Era a chance de ver um jogo e, o que era melhor, de
certa forma atuar nele. Achando que por ser o melhor jogador do colégio seria
um dos escolhidos, mas não foi. O diretor da escola fez um sorteio e o Toninho
não foi contemplado. Ele foi para casa chorando e no dia seguinte não
compareceu à aula. O mundo tinha acabado para ele. Faltou inclusive a de
Educação Física, a sua preferida.
Por
se tratar de um aluno exemplar, o professor, desta matéria, Hélio Morato
preocupado com sua ausência foi procurá-lo em casa. Sabendo da situação,
decidiu comprar ingressos e levar o Toninho ao jogo, mas para o seu azar todos
os ingressos estavam vendidos.
No sábado,
um dia antes da final, um dos meninos sorteados não compareceu ao estádio. Era
necessário orientar os novos gandulas como proceder no jogo. Precisavam de mais
um. Como Morato era o responsável pelos alunos nesta tarefa e os acompanhava,
imediatamente mandou chamar Toninho.
Da
tristeza para a explosão de alegria em um só segundo quando Toninho recebeu a
notícia de sua mãe.
– Filho!
Ligaram do colégio para nossa vizinha. Querem você no estádio agora.
Com
sua bicicletinha enferrujada de pneus remendados, que ganhou de um vizinho, ele
pedalou rapidamente para o estádio. Chegando lá, já com outro ânimo, não
conseguia esconder o sorriso, mas prestou muita atenção nas instruções.
Voltou
para a casa radiante.
No
dia da decisão a cidade estava em polvorosa. Carros buzinando, bandeiras
espalhadas, gritos de guerra, foguetório e etc. Porém, ninguém, mas ninguém
mesmo, era mais feliz que Toninho, que foi para o estádio como se fosse jogar
na final.
E
começou o jogo...
Jogo
duro, o adversário Capital FC atual campeão e por seis vezes seguidas não dava
mole. Era uma pressão total. Ignoravam a
presença da torcida de Capinzinho.
Toninho
roía as unhas. Nunca tinha pensado que ver um jogo ao vivo seria tão sofrido.
Ainda
no primeiro tempo o jogador adversário se atirou na área e o juiz deu pênalti.
– Ladrão!
– Entre outras coisas gritavam todos, menos Toninho, que ficou paralisado. Foi
bem na goleira onde tinha sido escalado para trabalhar. Que coisa, justamente
ali, ter que ver bem de pertinho pela primeira vez o seu time do coração sofrer
um gol. De maneira alguma, pensou ele. Toninho colocou as mãos sobre os olhos,
mas quando o juiz apitou, ele abriu os dedos e viu a bola explodindo na trave
de seu goleiro. A vibração foi geral e não foi diferente com Toninho que pulava
de alegria.
E
terminou o primeiro tempo com o placar em branco.
Os
garotos invadiram o gramado para a tradicional batidinha de bola dos gandulas e
com show de Toninho. A torcida vibrava com a graça e a ginga daquele moleque
que entortava os colegas com seus dribles.
E
começou o segundo tempo...
De
novo o Capital FC pressionando, mas desta vez Toninho via de longe. Ele
permaneceu na mesma goleira e continuava a roer as unhas, pois parecia pior por
estar mais distante.
A
coisa estava feia até quando Janjão experiente atacante do time de Capinzinho
cabeceou uma bola despretensiosamente e ela morreu no fundo do gol do Capital.
A torcida explodiu e mais uma vez Toninho ficou apático, mas desta vez de
emoção. A bola estava ali dentro do gol, ele podia tocá-la, mas não como
durante o jogo quando era simples reposição de bola. Era a primeira vez que ele
via um gol do seu time ao vivo. Até então, somente os replays na televisão da
barbearia.
O
time adversário continuava a pressionar. Agora lhe bastava o empate. O jogo sem
gols da primeira partida da decisão lhe deu esta vantagem. Então, veio o
contra-ataque e de novo Janjão, desta vez com os pés, empurrou a bola para
dentro do gol. Foi a glória. A torcida veio abaixo e Toninho contaminado pela
euforia virava cambalhotas. A partir daí
só deu Atlético Capinzinho, e o terceiro gol veio numa cobrança de falta no
finalzinho por Dedé Batata, o ala esquerdo.
Nem
o gol de honra dos adversários abalou Toninho e a torcida da cidade, o grito
era um só: – É campeão!
Toninho
nem ficou na festa que tomou conta da cidade. Para ele a missão estava cumprida
e um sonho realizado. Ele foi para casa, deitou-se e ficou sonhando novamente
com o futuro que em vez de estar do lado de fora do gramado, ser ele o
responsável pelos gols que deram o título para seu time.
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Um tolo romântico do século XIX sobrevivendo no século XXI, um palhaço que deseja levar alegria...
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Respire - 2014 - França
"Respire" baseado no livro de Anne-Sophie Brasme e dirigido por Mélanie Laurent (Les Adoptés - 2011), é um filme que apresenta a época da adolescência de forma bem intensa e o encantamento e as decepções de uma amizade.
Charlie (Joséphine Japy) tem 17 anos. A idade das paixões, das emoções, das convicções. Educada e bem-comportada é imediatamente atraída por Sarah (Lou de Laage), a nova aluna da escola. Encantadora e de temperamento difícil, ela se aproxima de Charlie. Íntimas, as jovens dividem segredos até que um dia o relacionamento começa a mudar, podendo gerar consequências trágicas. O legal do filme é porque em algum momento você cria identificação, é difícil quem não teve aquele amigo da adolescência do qual confiava seus segredos chegando a excluir outras pessoas do convívio. Quase sempre um é antissocial e o outro mais extrovertido, e este geralmente conduz a relação, porém em alguma ocasião esta amizade entra em crise.
A história se concentra em duas jovens, Charlie que é retraída, mas tem seu círculo de amigos na escola, e Sarah, uma garota sedutora cheia de histórias pra contar, quando Sarah chega à escola logo iniciam uma amizade, Charlie não esconde seu fascínio e a partir daí não se desgrudam. Charlie se afasta dos amigos e acredita que essa relação é recíproca, mas as coisas começam a mudar e a afeta de forma surpreendente.
O vínculo criado é forte e o espectador também embarca nessa amizade acreditando que irá traçar um caminho específico, mas quando Sarah viaja com a família de Charlie se afasta em um determinado momento, e o encolhimento da amiga começa a acontecer, ela a visualiza se exibindo, bebendo e não entende a distância. Tanto a dependência de Charlie e as provocações de Sarah irritam, chega um ponto em que você não sabe qual é a pior. Afastadas, Charlie desconfia de certas atitudes de Sarah, principalmente das suas histórias, percebe que não a conhece e acaba descobrindo seu segredo. O filme ganha uma tensão incrível nessa parte, a quietude e a passividade de Charlie é gigante, a sensação é exatamente a de sufocar. Sarah inventa coisas sobre Charlie e o colégio inteiro a olha de forma estranha, um forte Bullying acontece, só que nem assim ela desiste de Sarah. É uma relação muito complexa.
A diretora trabalha muito bem os gêneros do filme, a história abre com um drama quase romântico e lá pro meio vai ganhando contornos tensos. A personalidade das personagens são marcantes e os sentimentos são confusos, o clima vai ficando pesado e os desentendimentos só aumentam.
É um filme interessante, tem o seu charme e mostra a relação de duas pessoas complicadas, uma quase ingênua, necessitando de uma muleta, e a outra que prefere fazer as coisas como quer sem se importar. Charlie vai sofrendo calada e para evidenciar mais a sensação de sufocamento a personagem tem asma. Cria-se uma aura claustrofóbica.
"Respire" é uma ótima opção para fugir do mais do mesmo no cinema, o tema é chamativo, a narrativa é ótima e as atuações precisas. Um bom estudo de personalidade, os conflitos nos tomam por completo e ao final a única coisa que se deve fazer é respirar junto com Charlie.
Texto originalmente publicado no blog Pitada de Cinema
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Algumas mulheres...
Se você é
homem, vai entender perfeitamente o que essa postagem descreve. Senão, vais
inevitavelmente pensar se também faz parte desse seleto grupo de mulheres.
Algumas
mulheres parecem possuir uma magia ancestral adquirida sabe Deus como, que lhe
permitem enfeitiçar sem qualquer varinha ou poções do amor. Basta um olhar, um
sorriso, uma leve e despretensiosa mexida no cabelo para deixar qualquer
observador embriagado de tanta graciosidade. E estas, somente estas mulheres
das quais me refiro, são absolutamente conscientes do seu poder de sedução.
Algumas
mulheres são verdadeiras Judites, a envolver os Holofernes dos tempos modernos.
Usam de artimanhas do discurso e artifícios da beleza para nos dobrarem. São
anjos revestidos de demônios, ou demônios travestidos de criaturas angelicais.
Tanto faz.
Algumas
mulheres, ou talvez todas as mulheres sejam assim. Basta que saibam
disso.
{ Texto e ilustração de Girotto Brito }
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Embaixo do pé de Jasmim
–
Vô?
–
Sim meu filho.
– Eu
não sou teu filho.
– O
que é então?
–
Teu neto!
–
Ah. Está bem meu neto. Ias me perguntar algo?
–
Sim. Quem é aquela menina?
–
Hum. É a filha do capataz.
– O
que é capataz?
– É
o homem que cuida da fazenda para mim, meu braço direito.
–
Braço direito?
–
Sim – risos – quer dizer meu ajudante número um.
– E
o que ela está fazendo?
–
Acho que está lendo.
–
Embaixo daquela árvore?
–
Ela sempre lê ali. Ela gosta.
–
Por quê?
– É
um pé de Jasmim, dá uma flor muito cheirosa nesta época.
–
Posso falar com ela?
–
Claro! Ela é uma menina muito doce.
Alguns
passos depois ...
–
Oi.
–
Olá. Qual o teu nome?
–
Paulinho e o teu?
–
Dora.
– O
que está lendo?
– Um
livro de poesia, gostas?
–
Não! Isto é coisa de meninas.
–
Quem disse?
–
Meu pai.
– Ele
está errado, sabia?
–
Será?
–
Deixa para lá. Quantos anos tu tens?
–
Nove.
– Eu
também.
–
Por que tu estás embaixo desta árvore?
–
Porque gosto do perfume das flores.
– É!
tens razão é muito perfumada.
– Tu
és da cidade, né?
–
Sim. Como sabes?
– Nunca
te vi aqui e depois parece que sabes pouco do campo.
– É
a primeira vez que passo as férias aqui na fazenda do vovô.
–
Estás gostando?
–
Cheguei hoje, mas até agora gostei e tu gostas daqui?
–
Sim! É silencioso de dia e de noite. Tem os animais, as flores e o campo.
–
Vais ficar aqui a vida toda?
–
Não. Eu quero estudar e ser Doutora de animais.
– O
vovô está me chamando. Amanhã tu virás aqui?
–
Sim. Eu venho todos os dias.
Os
dias passam. Paulinho e Dora se tornam muito amigos, mas chega o fim das férias.
–
Dora! Gostei muito de te conhecer.
– Eu
também. Quando tu voltas?
–
Nas próximas férias, acho.
–
Vai demorar, né?
–
Acho que sim.
–
Que pena.
–
Pena mesmo. Esta noite eu sonhei contigo.
–
Que sonho? Paulinho.
–
Que estávamos sentados embaixo do pé de Jasmim, com este campo verde cercado de
rosas, comendo chocolate.
–
Gostei, vou pedir para o papai plantar as rosas ao redor do campo.
–
Legal! Quando eu voltar, trago o chocolate da cidade.
As
crianças começam a rir, deixam cair uma lágrima e se abraçam carinhosamente.
Enquanto Paulinho se afasta, caminhando de costas, Dora vai acompanhando com os
olhos. Então, começa a cair uma chuva fina e quente. Paulinho abre os braços e
levanta a cabeça para o céu sentindo, no rosto, os pingos caírem.
– Ei
– exclama ela – o que estás fazendo? Sai desta chuva.
–
Adoro sentir os pingos – gritou ele.
Nas
férias do ano seguinte, Paulinho não vai a fazenda devido a uma viagem
realizada por sua família. Ambos ficaram com o coração apertado.
Mais
um ano se finda. Porém, o avô de Paulinho falece e a família vende a fazenda. O
pai de Dora arruma outro emprego em uma fazenda muito mais longe.
O
tempo passa, Paulinho se forma em Agronomia. Ele tem alguns relacionamentos que
nunca conseguem evoluir. Parece preso ao amor que sentiu quando criança.
Entretanto, mal no amor bem nos negócios. Ele faz muito sucesso no seu ramo e é
indicado para fazer um trabalho em uma fazenda localizada em outro estado. Chegando
ao local, foi recebido pelo dono, mas repara o campo verde cercado por rosas e
uma moça sentada embaixo de um pé de Jasmim e pergunta:
–
Quem é a moça?
O dono
da fazenda sorri e responde: – Nossa Veterinária Dra. Lice.
– Ah
(decepção) – Por um momento achei que a conhecia.
– É
mesmo? Confundiu com alguém?
–
Acho que sim. Este cenário é muito familiar.
–
Vamos lá, eu te apresento a ela.
E
chegando próximo...
–
Doutora! Este é o nosso novo Engenheiro Agrônomo, Dr. Paulo. Deixarei vocês
conversando.
– Tu
me lembras alguém – disse ela.
–
Engraçado. Por um momento achei te conhecia.
–
Por quê?
–
Reparei o campo, as rosas, tu sentadas embaixo deste pé de Jasmim.
Lembrei de um sonho que
tive há muito tempo e de uma pessoa muito especial.
–
Mesmo – exclamou a Doutora – e se começasse a chover agora o que tu farias?
– Eu
abriria os braços, olharia para o céu e deixaria a chuva cair no meu rosto para
sentir os pingos.
–
Paulinho?
–
Dora? Mas como? Dra. Lice?
– É
de Doralice – risos – eu odiava este nome. Lice é da faculdade.
Os
dois se abraçam e um longo beijo de amor é assistido pelos pássaros.
–
Pensei que nunca mais iria te encontrar – disse ele.
–
Pois é, quando teu avô faleceu nos mudamos para cá. Eu me formei em veterinária
e acabei trabalhando nesta fazenda onde meu pai se aposentou. Pedi a ele para
plantar as rosas e eu mesmo plantei o pé de Jasmim.
–
Parece meu sonho.
– Eu
lembro, mas está faltando o chocolate.
Deram
risadas e saíram caminhando pelo campo em direção ao pôr do Sol revezando as
mãos dadas pelos abraços. Lembraram do tempo que se conheceram e conversaram
sobre as suas vidas desde o dia que se despediram embaixo do pé de Jasmim.
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Um tolo romântico do século XIX sobrevivendo no século XXI, um palhaço que deseja levar alegria...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
ESTRÉIA: Nossa poesia é sopro-antídoto!
Saudações, queridos leitores e colaboradores deste blog!
Hoje saí
exausto do trabalho, cansado mesmo, com mil e uma questões preocupando-me a
mente anuviada e um sentimento de vazio que me parecia devorar o âmago. Passei
aqui por perto e, de súbito, avisto uma plaquinha com um desenho peculiar: a
lua enamorando a noite. “Olha, um bar!”, pensei. Nada melhor para des(anu)viar
a cabeça de um poeta.
Sim, meus
amigos: sou poeta!
Nasci poeta,
como todos os homens e mulheres, mas há pouco tempo consegui curar a doenças
dos meus olhos que não me deixavam enxergar a poesia. E nem digo toda a poesia,
mas a poesia em essência, apenas. A poesia das ruas, dos becos, das salas de
estar, dos fogões de lenha, das encostas sombreadas, dos campinhos de futebol
de terra batida, dos namoros da adolescência, dos odores das refeições e das flores,
das risadas espontâneas, dos carinhos desinteressados e do sopro diário de vida
que nos é presenteado.
sábado, 27 de junho de 2015
A dona do pedaço
Lili Betsy é uma
menina linda. Porém, muito mimada. Sempre teve tudo o que quis, pois seu pai é
um importante industrial e casou com sua mãe que é de família não menos
rica. Ela é caprichosa e esnobe. Estuda em universidade cara e suas
amizades são de meninas com pensamentos fúteis e de beleza inferior.
Quando surge alguma
moça que pode se destacar mais do que ela, Lili Betsy dá um jeito de fazer com
que todos a ignorem, e assim continuando a ser a dona do pedaço.
Ela tem um charme
dominante sobre os homens. Todos caem aos seus pés. Todos não! Gustavo não
gosta do jeito dela, e justamente por ele, ela é completamente apaixonada.
Lili Betsy o cerca de
todas as maneiras. Ela tenta provocar ciúmes saindo com outros carinhas, mas
Gustavo a ignora.
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Um tolo romântico do século XIX sobrevivendo no século XXI, um palhaço que deseja levar alegria...
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